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A nobreza de um livro

As festas de final de ano se aproximam e chega aquele momento onde corremos em busca de um presente para oferecer à várias pessoas queridas como nossos pais, irmãos, amigo secreto entre muitos que entram em nossas listas de presentes.

Vale a pena não esquecer de que o velho e bom livro deve ser incluído na sua lista, pois além do seu conteúdo literário sempre acompanha de uma bela inspiração na hora de escrever a dedicatória.

Por mais difícil que fique adivinhar o gosto literário de determinadas pessoas, alguns livros podem ser considerados "livros de cabeceira", pois o presenteado com certeza curtirá momentos de boa leitura.

Se ficou com algum ponto de interrogação quanto a esta busca, eu tenho uma dica. É um clássico da literatura atualmente meio esquecido, mas que foi leitura obrigatória entre várias gerações de adolescentes e está na faixa de vinte e poucos reais. Um achado!

Trata-se do livro: Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach

É um livro de metáforas que traz frases filosóficas e poéticas visto através do olhar de uma gaivota.

A Editora Record detentora dos direitos autorias fez uma pequena sinopse:

"O segredo de tanto sucesso é simples: o livro é uma alegoria sobre a importância de se buscar propósitos mais nobres para a vida.
O autor usa uma gaivota como personagem principal. Um pássaro que, diferente dos outros de sua espécie, não se preocupa apenas em conseguir comida. Está preocupado com a beleza de seu próprio vôo, em aperfeiçoar sua técnica e executar o mais belo dos vôos. Uma metáfora sobre acreditar nos próprios sonhos e buscar o que se quer, mesmo quando tudo parece conspirar contra isso.
Os trabalhos visionários de Richard Bach estabeleceram uma nova perspectiva na divisão tradicional de mente, matéria e espírito, despertando inúmeros indivíduos para a alegria que existe em nós mesmos - no mundo e no que quer que se esconda além disso tudo. Fernão Capelo Gaivota é um convite a descobrir este universo de possibilidades incríveis. Um livro para as pessoas que inventaram as suas próprias leis quando sabem ter razão, que acreditam na justiça e num mundo melhor. Para os que gostam de ver as coisas bem feitas pelo simples prazer de fazer o correto. Uma oferta de Richard Bach aos que crêem que a vida é mais do que os olhos conseguem enxergar. Um convite para um vôo além dos limites do tempo e espaço".

Assim como um diamante é eterno, este livro com certeza será lido, relido, emprestado e ficará na memória das pessoas que trocaram esses momentos de felicidades, afinal, como diz o próprio autor: "A vida é mais do que os olhos conseguem enxergar".

 

Leia mais em:

http://www.terra.com.br/istoegente/40/divearte/livro_bach.htm



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 16:47
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...que virou um memorialista

Quando morre alguma personalidade brasileira temos a mania de dizer que aquela pessoa dentro de pouco tempo ficará no esquecimento, que o brasileiro não tem memória. De certa forma eu concordo com este ditado, mas memórias no quesito lembranças é um sentimento que cada pessoa registra de acordo com suas saudades.

Uma vez eu li ou ouvi uma frase que nunca mais esqueci:

"As pessoas só morrem quando ficam no esquecimento"

Como foi proposto para o texto desta semana, tirar alguma coisa da nossa "caixinha" e tomando por base a frase acima, imediatamente me veio em mente escrever algo sobre duas folhas de caderno com anotações feitas por minha mãe, contendo nomes e datas sobre meus familiares paternos. O motivo de tudo isto tem uma história mais ou menos assim...

...Era uma vez.

...Um rapaz que tinha um sonho, um sonho de morar e trabalhar por um período na Europa.

Tudo começou quando há mais ou menos há doze anos tentei buscar minha cidadania italiana. Naquela época eu estava com trinta e um anos, um pouco esgotado do meu trabalho, querendo "voar" para outros lugares e com um passaporte europeu ficaria tudo muito mais fácil.

Meu bisavô paterno migrou para o Brasil em 1878 e um tio contou-me que ele trabalhou como motorneiro de bonde pela empresa Serviços de Traçcão, Luz, Força e Gaz de São Paulo, atualmente Eletropaulo. Fui na sede desta empresa e consegui sua ficha de funcionário, data de aposentaria, entre outras informações. Todas essas novidades transformaram minha vida, primeiramente por levantar esses dados familiares e depois porque estava dando o pontapé pela busca da minha cidadania.

Próximo passo visitei o Patronato Italiano localizado no edifício Itália. Lá peguei um manual com todas as instruções para a busca da cidadania italiana, onde o primeiro passo era conseguir todas as certidões de nascimento, casamento e óbitos dos meus ancestrais partindo do meu bisavô que imigrou do velho continente. Seguidamente seria necessário traduzir todos os documentos para o italiano e se porventura tivesse algum erro no sobrenome desta linha familiar, mandar fazer tais correções cartorárias, acho que através de um advogado, não me lembro ao certo. Fui observando que era o início de um longo caminho e com muitos gastos.

Em 1860, data de nascimento do bisnonno, as crianças eram registradas nas paróquias. De porte de alguns endereços das igrejas na província de Lucca – lugar que talvez seja de nascimento do meu bisavô - fornecidas pelo Patronado, enviei algumas cartas para tentar conseguir sua certidão de nascimento.  Muito rapidamente, tive retorno de dois párocos, mas infelizmente não recebi nenhuma boa notícia e tampouco o documento.  Naquela época estava meio "moda" buscar cidadanias estrangeiras e talvez com um acúmulo de correspondências as cartas demoravam para chegar do exterior. Não me restou ser paciente e ficar aguardando as outras respostas. 

 

Meu bisavô Luigi Bertolucci e família, mais ou menos 1905

Nesse ínterim fui organizando alguns documentos, ganhei um álbum de fotos que era de uma tia-avó contendo fotos dos meus tataravós, bisavós, tios-avôs, tios e primos. Resolvi também pesquisar nos arquivos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a igreja dos Mórmons, porque li naquele ano uma reportagem do Jornal da Tarde dizendo sobre os arquivos que eles mantém com documentos e certidões de todas as pessoas do mundo. Não conheço bem a filosofia da igreja, mas segundo informaram-me eles fazem isso porque acreditam que após a morte todos se encontrarão.

Todos os sábado eu ia à loja no bairro da Penha e ficava a tarde inteira tentando achar algumas referências importantes. Cheguei a conseguir xerox dos livros de registros de nascimento e casamento dos meus avós paternos, aproveitei para pesquisar também sobre meus avós maternos. Os próprios funcionários da Igreja já não nos esperançavam muito, dizendo que de cada dez pesquisadores, nove desistiam no meio do caminho.

Mantive também algumas correspondências com um primo do meu pai que tinha alguns documentos do meu bisavô, chegando a enviar-me a carteira de aposentadoria, mas é um documento que não vale como atestado da origem italiana. De uma tia recebi a certidão de casamento do meu avô onde observei que tinha um erro de grafia no sobrenome. Isso me desanimou e outras cartas que chegavam da Itália não vinham com boas notícias, ou seja, não tinham localizado nenhuma certidão de nascimento em nome de Luigi Bertolucci.

Encurtando um pouco a história, com todas as informações que fui colhendo através dos registros na igreja dos Mormóns, documentos, fotos, anotações de possíveis datas de chegada no Brasil, fui fazendo uma árvore genealógica chegando até tios e primos, parentes mais recentes. Acabaram também ocorrendo algumas mudanças em minha vida profissional que me estimularam a engavetar tal projeto da busca da cidadania

Por todos esses anos que se passaram, resolvi agora em 2005 resgatar tudo isto, não para ir atrás da cidadania, mas sim para contar um pouco do que meu tio/padrinho me relatou sobre fatores pitorescos de nossa família.

Como sempre gostei de memórias familiares, resolvi criar um blog onde contarei nossas histórias. Acredito que este pequeno projeto não deixa de ser um sonho, um outro, não um sonho como uma simples fantasia, uma ilusão ou uma quimera, mas um aspiração de deixar registrado um pouco da história da minha família para as futuras gerações. 

Para quem tiver curiosidade o endereço é:

http://familiabertolucci.blogspot.com/

Sites para pesquisar dados familiares

http://www.familysearch.org/

http://www.portalitalia.com.br/

http://www.museudapessoa.net

 



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 18:19
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