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Quando o nosso blog foi criado no início do ano, ficamos com a incumbência de escolher um nome, que entre tantos, o escolhido foi o sugerido pela nossa colega de curso Viviane. A partir daquele momento nossa página ganhou o nome de EAT ART.

Porém, com a minha mania de fuçar coisas no Google observei que este nome, o mesmo que tem o nosso blog, é um movimento artístico também denominado Eat Art: A arte de comer, lamber ou devorar uma instalação. Pelo pouco que pude entender, pois a principal galeria de Eat Art fica na França e eu não entendo nada de francês, um trabalho não necessariamente precisa ser comestível, o artista também pode trabalhar com mesclas de objetos como: um limão ao lado de uma lâmpada, latas de comidas, cascas de laranjas empilhadas, etc. Mas existem os trabalhos tradicionais, aqueles trabalhados exclusivamente com alimentos, legumes, chocolates, etc.

O site do Museu de Arte da Universidade de Harvard, traz texto sobre o movimento Eat Art e sobre os trabalhos dos artistas Joseph Beuys (1921-1986), Dieter Roth (1930-1998) e Sonja Alhäuser (b. 1969).

A artista Sonja Alhäuser trabalhando Eat Art:

O site Pitoresco, que traz vários assuntos ligados às artes plásticas, é o único da língua portuguesa que trata do assunto:

O Eat Art surgiu nos anos 60 e tem hoje a capital francesa como um de seus principais veículos , a ponto de Paris lhe erigir um templo. A galeria Fraîch’Attitude, inaugurada há três anos, é a primeira na Europa a dedicar-se exclusivamente ao Eat Art.

A galeria encerrou em novembro de 2004 uma retrospectiva, com trabalhos — alguns, devidamente comidos

— de vários artistas, entre eles, o suíço Daniel Spoerri e a francesa Dorothée Selz. Spoerri não é um nome qualquer ,mas um dos fundadores do movimento artístico conhecido como Novo Realismo, ele é o inventor do Eat Art na década de 60 e tem obras em vários museus, como o Tate, de Londres. A francesa Dorothée Selz é outra veterana do movimento, foi ela quem criou um enorme afresco comestível que marcou a inauguração da Galerie du Jeu de Paume, em 1991.

— O primeiro a fazer entrar a comida nas Belas Artes foi Daniel Spoerri. Ele lançou esta idéia do Eat Art, utilizando a comida como um material de criação contemporânea para uma obra de arte — conta Cristophe Spotti, diretor da Fraîch’Attitude.
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Leiam mais em:

Pitoresco.com.br

Mulheres na Eat Art

A AAWAA- Aliança das Mulheres Artistas Ásio-Americanas, com sede no bairro do Brooklin , na cidade de Nova York, já realizaram algumas exposições dentro do movimento e comentam que um trabalho "arte comestível" traz não só o alimento, mas o humor, o prazer visual, o divertimento, o comer, o gosto, a surpresa e a metáfora. A oitava mostra está programada para dezembro/2005.

Assim como nós, alunos de pós-graduação da Universidade Belas Artes de São Paulo digerimos Eat Art no quesito cultural, outras pessoas no mundo trabalham o conceito arte comestível, na essência da palavra, que pode ser comer tanto com a boca ou com os olhos.