 |
|
|
...
A arte da paciência
Outro dia estava no computador elaborando alguns textos e ouvi a chamada para um programa na TV e um termo artístico por mim desconhecido. Não consegui assistir o programa, porém, este assunto ficou na minha mente. Fiz algumas pesquisas em livros, dicionários e na internet e acabei descobrindo um assunto interessante, um estilo de arte pouco divulgado por aqui. Gostaria de compartilhar com vocês!
Você já ouviu falar em Topiaria? Falar com certeza não, mas deve ter visto algum jardim com essas esculturas. Topiaria vem do latim topiarius e significa: arte de adornar os jardins dando a uma planta ou a grupos de plantas configurações diversas (Aur.)

Dizem que as primeiras topiarias foram criadas nos Jardins Suspensos da Babilônia, há cerca de 500 anos antes de Cristo. Na Roma antiga atribui seu descobrimento a Gnaius Mattius, um amigo do imperador Augustus. Durante o tempo medieval esta arte sobreviveu nos monastérios e grandes castelos. Com a expansão da civilização árabe, a técnica influenciou os jardins mouriscos e, mais tarde, brilhou nos jardins renascentistas da Itália, estendendo-se logo para a França, Inglaterra e Países Baixos.
Para alguns estudiosos, a topiária é característica dos jardins das casas de campo européias e está intimamente ligada ao formalismo do século XVII. A técnica de transformar plantas e dar-lhes um formato simétrico exige alguns cuidados como o uso adequado das tesouras e ter paciência, pois a planta demora cerca de dois anos para tomar a forma definida. As espécies apropriadas para topiaria necessitam de poda a cada três ou quatro meses, exceto os arbustos floríferos que devem ser podados de três meses após a época de floração e depois num intervalo de dois meses, para que não ocorra interferência em seu processo natural. Na hora da poda, a base deve ser mais larga que o topo para que a planta receba luz solar. Uso moderado de adubo: Evitar a topiaria nos períodos mais frio.
O Brasil talvez seja um país sem tradições na arte de jardins decorados, tampouco existem publicações especializadas, no muito, temos esculturas em formatos arredondados ou uma vegetação contornando canteiros, contudo, possuímos alguns raríssimos exemplares desses jardins como os do Parque da Independência, onde está o Museu do Ipiranga, inspirados no estilo francês do Palácio de Versalhes.

Duas localidades brasileiras fazem desta arte um chamariz turístico, a cidade paulista de Batatais e a mineira Monte Sião. Desde 1930 Batatais mantém belos jardins com esculturas em topiaria na praça onde está localizada sua igreja matriz com diversas figuras em formas de camelos, elefantes e girafas. Complementando esse belo jardim com sua arquitetura, a igreja matriz ainda possui o maior acervo sacro do renomado pintor Cândido Portinari. Monte Sião, considerada a capital nacional do tricô, também mantém belos jardins atraindo turistas para suas lojas de porcelanas e malhas.

Batatais

Monte Sião
Vocês com certeza devem lembrar de um grande topiário de nome Edward Mãos de Tesoura, um clássico do cinema dirigido por Tim Burt. Edward impossibilitado em ter uma vida normal, é ajudado por uma vendedora da Avon que acidentalmente descobre suas habilidades, dentre elas a arte de topiaria.
Se você se interessou por esse assunto é só escolher as ferramentas e as espécies de plantas certas, que suportem podas constantes, tenham formato compacto e apresentem bom nível de brotação. Bons exemplos são o cipreste (Cupressus coccinea), o buxinho (Buxus sempervirens), o teixo (Taxus baccata), o ligustro (Liguistrum vulgare) entre outras.
Para tempos tão estressantes, nada como se dedicar a arte da paciência e ainda possuir lindas esculturas no seu jardim.
Sites visitados
Jardim de Flores
EPM - Jardinagem
All Garden - Chile
Categoria: Artes e Arquitetura
Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 15:58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
AS OBRAS DE ARTE EM LOGRADOUROS PÚBLICOS
PEDEM SOCORRO!!!
Sempre dirijo atento neste trânsito louco de São Paulo, mas observo as transformações da cidade, uma nova moradia debaixo de um viaduto, o mato que cresce nas calçadas, bueiros entupidos, um novo prédio e uma obra de arte abandonada, como a que têm perto de casa de nome "Ubirajara", de autoria de Francisco Leopoldo Silva. O coitado do índio está com uma corrente amarrada no pescoço, sua flecha nem existe mais, substituíram por um vara de madeira e sua base toda de mármore preto está há anos pichada. Alguns moradores de rua estão sempre nesta praça, fazendo da base da obra sua arquibancada, sua casa, seu ponto de encontro, ou sabe-se lá o quê eles fazem durante o dia.

Largo Ubirajara - Belenzinho - Foto: Hélio Bertolucci Júnior
O mesmo azar não tem as obras mais famosas da cidade como o "Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932" e o "Monumento às Bandeiras", localizados no Parque do Ibirapuera. O primeiro é uma obra de autoria de Galileo Emendábili, inaugurado em 1970 e o segundo de Victor Brecheret, inaugurado em comemoração ao quarto centenário da cidade, em 1954. A obra apelidada de "deixa que eu empurro", um marco da cidade de São Paulo, as vezes sofre quando acontece algum grande protesto no Parque do Ibirapuera, onde as pessoas aproveitam para uma escalada na obra monumental de mais dez metros de altura.

Outras obras de Brecheret estão bem conservadas como as "Graças" de 1940 e "Moisés", sem data, mas uma cópia do original de Michelangelo, localizadas na Galeria Prestes Maia. Já o monumento "Obelisco da Memória", na Rua Xavier de Toledo - ao lado da Estação Anhangabaú do Metrô -, de autoria de Vicente Gomes Pereira e Daniel Pedro Müller, com data de implantação de 1814, está sempre com muitas pichações. Segundo o Departamento de Patrimônio Histórico a obra acaba de ser apadrinhada pela CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, empresa do Grupo Votorantim.
Outras obras pedem socorro como: Camões, executada pela Fundição A. Ripamonti (1942) e Cervantes, executada pela Fundição Mattello Benedetti (1947) localizadas na Praça Dom José Gaspar; Índio Caçador, executado pela Fundição J. Rebelleto (1939) na Praça Oswaldo Cruz; Depois do Banho, de Victor Brecheret (1932), no Largo do Arouche; etc.
São Paulo é uma cidade riquíssima em arte pública, porém muito pouco apreciada pela população e principalmente entregues ao abandono das administrações públicas, ao vandalismo e aos moradores de rua, que as tomam até como seus banheiros públicos. Diferente de outros países, principalmente cidades européias, que valorizam todos os seus patrimônios públicos.
O teor deste texto não é listar as grandes obras e seus ilustres autores, mas um chamado de alerta para que cerca de 400 monumentos artísticos sejam cuidados. Se essas obras são barbaramente danificadas ficando em vias públicas, talvez deveriam ser retiradas e entregues à outra sorte. O que não se pode aceitar é que de tempo em tempos sejam feitas restaurações e depois largarem as intempéries, como a obra "Anhanguera" em frente ao Parque Trianon, restaurada pela Rádio Bandeirantes, já apresentando algumas danificações.
No site Departamento do Patrimônio Histórico, chama-se a atenção para cerca de 64 obras na cidade a serem adotadas, pelo programa "Adote uma Obra Artística". Vigorando desde oito de setembro de 1994, sob o Decreto n.º 34.511, o Programa só se efetivou em 2000, quando o primeiro Termo de Cooperação foi assinado. Pelas regras do Programa, as empresas que financiam o restauro ganham em troca espaço publicitário no local de exposição da obra. Segundo o DPH o patrocinador pode optar por leis de incentivo como a Lei Mendonça (municipal) ou Lei Rouanet (federal). As obras podem ser adotadas por empresas, associações (ongs, ocips, etc.) e por pessoas físicas. Pesquisei junto ao Departamento de Patrimônio Histórico, se a Prefeitura de São Paulo poderia beneficiar esses patrocinadores com isenções de tributos municipais. Segundo informou a chefe de seção de restauro, Rafaela Calil Bernardes, não existe nenhum estudo de outros tipos de renúncia fiscal.
Algumas empresas já estão empenhadas nesta cooperação como a Klabin que é a responsável pelo "Monumento a Carlos Gomes", um dos principais da cidade, localizado ao lado do Theatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo. Outras obras já foram beneficiadas, dentre elas, o "Monumento às Bandeiras", de autoria de Victor Brecheret (Unilever) e as esculturas "14 Bis" (Varig), "80 Anos de Imigração Japonesa", de Tomie Othake (Campanha de Restauro) e "O Semeador", de Caetano Fracarolli (Associação Nova Leopoldina).
A Folha de S. Paulo, em sua edição de 09 de outubro, fez um alerta para duas obras de Bruno Giorgi que agonizam na Praça Dom José Gaspar. São elas: Dante Aleghieri feita de pedra que está pichada e o busto de Mário de Andrade que apareceu com a boca pintada com batom vermelho. Bruno Giorgi foi um dos mais importantes escultores brasileiros, falecido em 1993. É de sua autoria a obra "Candangos", da praça dos Três Poderes, em Brasília. Mesmo com toda a força da mídia, a matéria não teve repercussão e não apareceu nenhum padrinho, segundo informou o DPH.
 
A administração municipal, mesmo não tendo patrocínios, às vezes faz algo por algumas delas, como foi feito há tempos com a obra "Índio Pescador" na Praça Oswaldo Cruz, região da Av. Paulista. A obra foi lavada, tiraram as grades que a protegia – que de certa forma era uma coisa de mau gosto –, trocaram toda a iluminação da fonte e passados quinze dias as luminárias já estavam todas destruídas por moradores de rua que utilizam a praça para dormir. Não se pode cair na ingenuidade que dure por muito tempo essas manutenções.
Todos os envolvidos nestes trabalhos, tanto por parte do governo municipal, quanto os padrinhos, precisam ter consciência e realizar não só as devidas restaurações, mas pensar em projetos contra o vandalismo. Muitos detalhes destas obras já foram estragados, suas placas de identificação retiradas, cabeças decepadas, dedos quebrados, pedestais pichados, apedrejados, etc.
Já diz o ditado de que brasileiro não tem memória e pelo que observo as poucas que restam estão sendo destruídas. Não é justo deixar ao abandono nossos personagens célebres, assim como homenageados internacionais, como se fossem montes de pedras e sucatas.

Para maiores informações sobre todas as obras que aguardam padrinhos, vistem o site do DPH.
Bibliografia: Obras de Arte em Logradouros Públicos de São Paulo – Regional de Vila Mariana e Sé – Registros 16 e 11 de 1993 e 1987. As fotos p&b foram reproduzidas deste livro.
Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 12:06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
OS OBLONGS

Família "Os Oblongs"
Se você imagina que desenhos animados estranhos são: "Os Simpsons", "South Park", "Rugrats" ou Beavis and Butt-Head, você não viu nada!!!
"Os Oblongs" uma criação de Jace Richdale (Os Simpsons) baseada na obra do cartunista Angus Oblongs, estreou no SBT no dia cinco de agosto e conta à história de uma família que mora em Hill Valley. A cidade produtora de remédios, cuja água é completamente tóxica e o ar muito poluído são dividida em duas partes: as colinas, em que vivem os ricos e poderosos da cidade, com seus privilégios; e o vale, em que vivem os pobres e a classe média, que são os que sofrem diretamente com a contaminação e a radiação, por isso são todos fisicamente deformados.
O personagem principal é Milo um menino de oito anos que sofre com distúrbios traumáticos de infância, tem um constante tique nervoso no olho direito e vive se envolvendo em diversas confusões ao lado de sua estranha e rejeitada turma. Eles são: Peggy, Mikey, a gótica mórbida Creppy Susie e a gorducha feiosa Helga, que é motivo de piadas pelas irmãs ricas "Debbies", meninas idiotas e populares, que só pensam em fama e moda.
O pai da família (Bob) não tem braços nem pernas, a mãe (Pickles) é careca, usa peruca, alcoólatra e muito apaixonada pelo marido. Milo ainda tem os irmãos Biff e Chip de 17 anos que tem duas cabeças e três pernas e Beth a caçula de 4 anos que parece uma Hello Kitty e tem um grotesco "galo" na cabeça.

Turma rejeitada de Milo - Foto divulgação do SBT
A série com treze capítulos foi produzida pela Warner Bros. e no exterior é transmitida pelo canal Télétoon do Canadá e pelo bloco Adult Swin, seção de desenhos para adultos, do Cartoon Network. Visitando os sites destas emissoras o desenho não consta da grade de programações.

Irmãs ricas "Debbies" - Foto divulgação do SBT
Para os notívagos de plantão é uma ótima dica, principalmente por ser exibido em canal aberto. Exibido pelo SBT-Sistema Brasileiro de Televisão, às sextas, logo após a última edição de seu telejornal – por volta da 01h00 – "Os Oblongs" é um desenho animado bastante esquisito, mas muito divertido. Na página do SBT contém galerias de fotos e as sinopses de todos episódios.
A série completa é comercializada no formato DVD somente para o exterior por US $ 19,99 no site Ebay (www.ebay.com)
Agora você tem motivo para dormir mais tarde!
Sites visitados:
Angus Oblong
SBT/Série:Os Oblongs
Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 16:51
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
...
VILA ITORORÓ
Depois de um final de semana chuvoso, programei esta última segunda-feira (03) para investigar que fim levou um lugar muito interessante existente aqui em São Paulo, a Vila Itororó. Se você está relacionando esta Vila com algo da canção popular - "Eu fui ao Itororó beber água e não achei, só achei linda morena que no Itororó deixei ..." -, nada a ver. Esta Itororó tem outra história.
Parti do meu trabalho situado na Av. Paulista, caminhei um trecho da Rua Treze de Maio, passei pela Praça Amadeu Amaral e desci a Rua Martiniano de Carvalho, sentido ao Centro. Em minha memória confusa devido à desenfreada especulação imobiliária, esta Vila ficava em outro endereço, na Rua Maestro Cardim, mas depois de algumas pesquisas descobri o endereço certo.
Fui descendo tal rua, caminhando pelo lado ímpar da calçada e vendo até outras raridades arquitetônicas. Uma casa de aspectos ecléticos, com tendência para o estilo normando com um bonito vitral na varanda de arcos e colunas dóricas1. Mais adiante outros sobradinhos de tijolos aparentes em estilo "vila operária" compondo outro estilo de paisagem. De repente um belíssimo edifício iluminado de propriedade da empresa espanhola Telefônica, mais adiante o Hospital Alvorada e outros muitos edifícios residenciais. Do lado esquerdo observei algumas casas com placas de "vende-se", descaracterizadas por reformas, transformadas em cortiços e entregues ao deus-dará. Quanto mais seguia em direção ao Centro, mais a paisagem ia se deteriorando.

Atravessando a Rua Pedroso um dos últimos quarteirões, quase chegado ao meu destino, avistei ao longe a torre de uma igreja por mim também desconhecida (comentarei em outro texto sobre esta igreja). Mais alguns passos e eis que encontro a Vila Itororó, chamada de "Casa Surrealista". Bem ao lado, presenciei um par de casas anos 10 ou 20 também deterioradas e entregues à sorte. Debrucei sobre o muro e apesar de já ser noite, quase 19h15, presenciei sua beleza arquitetônica, uma mistura de estilos e restos de construções. Na parte frontal, um vitral redondo pintado com a bandeira brasileira, passarelas, colunas, grades e dois leões colocados à entrada da casa com intenção de proteger a Vila. Pelo pouco que pude observar, apesar da construção ser tombada pelo conselho municipal de patrimônio histórico, não está mais deteriorada de quando saia nos noticiários em tempos passados. Claro, não dá para avaliar até quando isso tudo ficará de pé.

Comentando um pouco sobre sua história, a Vila foi construída pelo tecelão português Francisco de Castro em 1922 que além de trabalhar com tecidos, tinha conhecimentos nas áreas de engenharia e arquitetura, e utilizou-os de forma inédita na construção do exótico casarão de quatro andares e trinta e sete casas ao redor, ocupando área de 4,5 mil metros quadrados, que constituíram a primeira vila de São Paulo. Alguns de seus ornamentos construtivos - colunas, capitéis, mascarões e cariátides2 vieram do teatro São José (foto abaixo - prédio à direita em 1918), demolido naquela época.

Foi a primeira residência da cidade a ter uma piscina particular, aproveitando a nascente do riacho do Vale do Itororó (atual Avenida 23 de Maio), que dá nome ao local. Mais tarde, a Vila Itororó foi leiloada para cobrir dívidas do tecelão, sendo arrematada pela Santa Casa de Indaiatuba, que a alugou durante muitos anos para outras pessoas, gerando os recursos disponíveis para a manutenção e folha de pagamento do HAOC – Hospital Augusto de Oliveira Camargo. A Vila é hoje mais uma das construções deterioradas do Bexiga, porém é considerado um dos cortiços da cidade que guardam verdadeiros tesouros históricos.

Fico imaginando este local restaurado e transformado num mini shopping misturando lojas, livrarias, ateliês, bistrôs, cafeterias e comedorias, tornando-o um lugar ímpar de turismo, lazer e cultura. Contudo, fala-se tanto em preservação e revitalização do centro da cidade e encontramos a Vila Itororó entregue ao descaso. Só nos resta esperar a boa vontade do poder público ou da iniciativa privada.
Visitem a Vila Itororó na Rua Martiniano de Carvalho, s/n° - altura do n° 290 (calçada ímpar), antes que ela faça parte somente dos álbuns de fotografias.

Sites visitados:
Site sobre o bairro do Bixiga
Santa Casa de Indaiatuba
Fundação Mário Covas
As fotos utilizadas neste texto são de Joyce Paula
(1)Coluna dórica: Pilar cilíndrico que sustenta abóbadas, entablamentos, etc., que serve de ornato em edifícios, e consta de três partes: base ou pedestal, fuste, capitel.
(2) Capitéis: Arremate superior, em geral esculturado, de pilastra, balaústre, etc.; Mascarões: Ornato de pedra, cimento ou gesso, em forma de cara ou de máscara, us. em cimalhas, chafarizes, etc.; Cariátides: Figura humana, geralmente feminina, esculpida em fachadas de edifícios da Grécia antiga com a função de suporte de cornija ou arquitrave. Fonte – Dicionário Aurélio
Foto do Teatro São José – prédio à direita em 1918, reprodução do livro: Histórias e Tradições da Cidade de São Paulo de Ernani Silva Bruno, volume três, 3ª edição, 1954.
Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 12:04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |