eat art - hélio


A CIDADE DE SÃO PAULO ARQUIVADA

 

Arquivo Histórico: Pátio Interno

Sempre acredito que já li, vi ou descobri coisas que a cidade possa oferecer de conhecimentos sobre sua história, mas ela sempre me surpreende e mostra-se como uma caixa de surpresas.

No último dia 13 de abril fui conhecer o Arquivo Histórico Municipal "Washington Luís (AHMWL), localizado na Praça Cel. Fernando Prestes, 152 ao lado da estação Tiradentes do Metrô.

Ao pensar em centro da cidade nos vem a sensação de atravessar praças sujas, cheia de mendigos, não muito diferente de outros lugares da cidade. Desci na estação do metrô citada e segurando firme minha mochila caminhei praça adentro, só relaxando ao observar nas imediações um Q. G. da Polícia Militar.

A Praça Cel. Fernando Prestes está toda cercada e passando por uma grande reforma de restauração e urbanização dentro do programa Monumenta (Programa de Preservação do Patrimônio Cultural Urbano), concebido pelo Ministério da Cultura com o apoio da Unesco e do Bid em conjunto com os governos municipais e estaduais.

Arquivo Histório Municipal "Washington Luís"

 

Chegando no Arquivo Histórico já me impressionei com a beleza do edifício projetado por Ramos de Azevedo, que de certa forma está precisando de uma restauração externa, como tantos outros. Recepcionado por Silvana Almeida - uma simpatia de pessoa - adentrei praticamente por todos os recintos do prédio começando pelo pátio, auditório, seguindo para o andar superior, as salas de aulas e terminando no subsolo. É tudo muito lindo e de certa forma o edifício internamente está bem cuidado.

Entrada principal do Arquivo Histórico

O subsolo foi o andar que mais gostei com seus tijolos aparentes e tetos em arcos, típico das construções de Ramos de Azevedo. Lá funciona, dentro de várias salas, os setores de higienização, restauros, etc. A funcionária Ruth, do setor de restauração, mostrou-me os documentos originais, ou seja, as Atas da Câmara Municipal de Santo André da Borda do Campo de 1555. Uma maravilha!!! Seguidamente vimos um livro do Cemitério de São Miguel Paulista da década de 20 que será restaurado. Nas páginas os registros de óbitos contendo muitas informações como: filiação, causa mortis, etc. Muitas pessoas pesquisam esses livros para fazer levantamentos familiares ou estudar as doenças da época. Não vou lembrar de tudo que vi e ouvi de informações. Foram muitas!

Comentarei um pouco mais sobre o Arquivo conforme um breve histórico contido no folder por eles fornecido.O AHMWL ocupa o Edifício Ramos de Azevedo desde 1999, antigo gabinete de Eletrotécnica da Escola Politécnica de São Paulo. Conserva toda a vida pública paulistana, abrangendo o período de 1555 a 1921. Seu acervo atual é composto de 4.500.000 documentos textuais e iconográficos. Reúne ainda outros conjuntos documentais entre plantas, projetos arquitetônicos e mapas da cidade de São Paulo. Dentre os documentos destacam-se os mais antigos do Brasil, em seu gênero.

Escadas de acesso ao andar superior

Nunca imaginei que nossa cidade guardasse documentos valiosos, raros e tão bem cuidados dentre outras curiosidades. Quem curte conhecer mais sobre a história da cidade e ver um belo edifício, não pode deixar de conhecer esse lugar, para tanto as visitas monitoradas deverão ser agendadas pelo telefone: (11) 3326-1010 com Silvana Almeida.

 

Clarabóia do Pátio Interno

Dentro de tão boas notícias me surpreendi lendo no último dia 16 de abril o caderno "Metrópole" do jornal O Estado de S. Paulo onde trouxe a matéria sobre o ultimo suspiro de uma mansão em estilo francês localizada entre as Ruas Pará e Ceará no bairro de Higienópolis e que será demolida para dar lugar a um luxuoso e grande empreendimento imobiliário.

Por outro lado a edição de 17 de abril trouxe matéria sobre uma proposta para reabertura do córrego Itororó na Avenida 23 de Maio, o mesmo em que comentei sobre o texto da "Vila Itoróro". A proposta está dentro de novos planos contra as enchentes do Anhangabaú ao invés de se construir um piscinão na região.

É, São Paulo continua uma caixa de surpresas. O que hoje vemos e visitamos amanhã poderá não mais existir, por outro lado, cabeças pensantes e com bom senso as vezes trazem à tona coisas esquecidas e enterradas na cidade. Só lamento que não possamos mais desfrutar daquela cidade de tantos belos prédios, teatros, cinemas, etc. que a especulação imobiliária e a geração do concreto botou tudo terra abaixo.

  



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 16:32
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HOJE É O VERDADEIRO DIA DE GANHAR PRESENTES 

Já houve um período quando os feriados caiam no meio da semana eram puxados para a segunda ou empurrados para a sexta-feira. Não faz muito tempo, acho que foi no governo do presidente José Sarney e acreditava-se que com isso o país produziria mais. Tal projeto não vigorou muito tempo e logo caiu em desuso principalmente pelas reclamações das comemorações religiosas. Não poderia ser diferente e acontecer essas mudanças justamente neste país onde datas comemorativas não são festadas na sua forma tão tradicional, que dirá ter que comemorar num outro dia.

O Ano Novo, que é o dia mundial da paz, é um feriado que transformou-se no dia da comilança e bebelança e de paz ninguém vive, pois eu mesmo tive que agüentar meus vizinhos com som estridente até oito horas da manhã. O carnaval é só folia, farra com uma pitada de apelo sexual. Teve época que ainda achavam engraçado ficar molhando os carros e as pessoas que transitavam pelas ruas. Na Páscoa as pessoas só pensam em ovos de chocolates, nada de comemorações com sentido religioso. O dia do trabalhador muitos nem tem direito a descansar. E assim sucessivamente vamos comemorando nossos feriadões prolongados que na maioria das vezes é transformado no dia de "vamos a la praia ". Eita país tropical.

Aproveitando todo esse período de comemorações e descanso, nada ruim que logo após o ano novo tivéssemos um novo feriado. Contudo, o que se comemora hoje passa desapercebido pela grande maioria da população, mas de uma hora para outra algum comerciante espertalhão vai transformar esta data em mais um dia para muitas vendas e algum deputado fazer mais um feriado. Confesso que será bem-vindo, mas acho que a única lembrança que temos é que hoje é o dia de desarmar a árvore de natal, guardar todos os enfeites e as luzes que enfeitaram a fachada, enquanto mais um feriado não chega.

No dia seis de janeiro, comemora-se o dia dos Reis Magos. São os santos reis esquecidos por todos.

Você sabe como eles se chamam? Belchior, Gaspar e Baltazar . Vejamos um pouco da história:

[...]Vinham do Oriente e Baltazar, o mago negro talvez viesse de Sabá (terra misteriosa que seria o sul da Península Arábica ou, como querem os etíopes, a Abissínia). Simbolizam também as três únicas raças bíblicas, isso é, os semitas, jafetitas e camitas. Uma homenagem, pois, de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis.

Eram magos, isto é, astrólogos e não feiticeiros. Naquele tempo a palavra mago tinha esse sentido, confundindo-se também com os termos sábio e filósofo. Eles perscrutavam o firmamento e sentiram-se chocados com a presença de um novo astro e, cada um deles, deixando suas terras depois de consultar seus pergaminhos e papiros cheios de palavras mágicas e fórmulas secretas, teve a revelação de que havia nascido o novo Rei de Judá e, que ele, como soberano, deveria, também, prestar seu preito ao menino que seria o monarca de todos os povos, embora o seu Reino não fosse deste mundo.

[...]Na tradição cristã os três Reis Magos simbolizavam os poderosos que deveriam curvar-se diante dos humildes na repetição real do canto da Virgem Maria à sua prima Isabel, e "Magnificar", pois sua alma rejubilava-se no Senhor, que exaltaria os pequenos de Israel e humilharia os poderosos.

A igreja cultua os Reis Magos dentro desse simbolismo. Representam os tronos, os potentados, os senhores da Terra que se curvara diante de Cristo, reconhecendo-lhe a divina realeza. É a busca dos poderosos que vêem em Belchior, Gaspar e Baltazar o exemplo de submissão aos desígnios de Deus e que devem, como os magos, despojar-se de seus bens e depositá-los aos pés dos demais seres humanos, partilhando sua fortuna como dignos despenseiros de Deus.

Os presentes de Natal também têm esse sentido. São as ofertas dos adultos à criança que com a sua pureza representa Jesus. Alguns, dão a essas festas um sentido mitológico pagão, buscando nas cerimônias dos druidas, dos germânicos ou saturnais romanas a pompa das festas natalinas que culminam com a Epifania. [...]

Hoje é o verdadeiro dia de ganhar presentes. Na Argentina não existe troca de presentes no dia de Natal e sim no dia de Reis. Talvez assimilaram da sua colonização italo-espanhola, pois nos dois países se comemora dia de Reis.

Sendo assim, Feliz Dia de Reis. Se porventura não ganhar nenhum presente, dê um presente a si mesmo (a), faça uma oração, ascenda uma vela, queime um incenso, afinal merecemos receber toda essa boa energia, das estrelas, dos astros, desses esquecidos reis magos.

 

Saiba mais em:

http://www.portaldafamilia.org/datas/natal/reismagos.shtml

  



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 17:51
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A nobreza de um livro

As festas de final de ano se aproximam e chega aquele momento onde corremos em busca de um presente para oferecer à várias pessoas queridas como nossos pais, irmãos, amigo secreto entre muitos que entram em nossas listas de presentes.

Vale a pena não esquecer de que o velho e bom livro deve ser incluído na sua lista, pois além do seu conteúdo literário sempre acompanha de uma bela inspiração na hora de escrever a dedicatória.

Por mais difícil que fique adivinhar o gosto literário de determinadas pessoas, alguns livros podem ser considerados "livros de cabeceira", pois o presenteado com certeza curtirá momentos de boa leitura.

Se ficou com algum ponto de interrogação quanto a esta busca, eu tenho uma dica. É um clássico da literatura atualmente meio esquecido, mas que foi leitura obrigatória entre várias gerações de adolescentes e está na faixa de vinte e poucos reais. Um achado!

Trata-se do livro: Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach

É um livro de metáforas que traz frases filosóficas e poéticas visto através do olhar de uma gaivota.

A Editora Record detentora dos direitos autorias fez uma pequena sinopse:

"O segredo de tanto sucesso é simples: o livro é uma alegoria sobre a importância de se buscar propósitos mais nobres para a vida.
O autor usa uma gaivota como personagem principal. Um pássaro que, diferente dos outros de sua espécie, não se preocupa apenas em conseguir comida. Está preocupado com a beleza de seu próprio vôo, em aperfeiçoar sua técnica e executar o mais belo dos vôos. Uma metáfora sobre acreditar nos próprios sonhos e buscar o que se quer, mesmo quando tudo parece conspirar contra isso.
Os trabalhos visionários de Richard Bach estabeleceram uma nova perspectiva na divisão tradicional de mente, matéria e espírito, despertando inúmeros indivíduos para a alegria que existe em nós mesmos - no mundo e no que quer que se esconda além disso tudo. Fernão Capelo Gaivota é um convite a descobrir este universo de possibilidades incríveis. Um livro para as pessoas que inventaram as suas próprias leis quando sabem ter razão, que acreditam na justiça e num mundo melhor. Para os que gostam de ver as coisas bem feitas pelo simples prazer de fazer o correto. Uma oferta de Richard Bach aos que crêem que a vida é mais do que os olhos conseguem enxergar. Um convite para um vôo além dos limites do tempo e espaço".

Assim como um diamante é eterno, este livro com certeza será lido, relido, emprestado e ficará na memória das pessoas que trocaram esses momentos de felicidades, afinal, como diz o próprio autor: "A vida é mais do que os olhos conseguem enxergar".

 

Leia mais em:

http://www.terra.com.br/istoegente/40/divearte/livro_bach.htm



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 16:47
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...que virou um memorialista

Quando morre alguma personalidade brasileira temos a mania de dizer que aquela pessoa dentro de pouco tempo ficará no esquecimento, que o brasileiro não tem memória. De certa forma eu concordo com este ditado, mas memórias no quesito lembranças é um sentimento que cada pessoa registra de acordo com suas saudades.

Uma vez eu li ou ouvi uma frase que nunca mais esqueci:

"As pessoas só morrem quando ficam no esquecimento"

Como foi proposto para o texto desta semana, tirar alguma coisa da nossa "caixinha" e tomando por base a frase acima, imediatamente me veio em mente escrever algo sobre duas folhas de caderno com anotações feitas por minha mãe, contendo nomes e datas sobre meus familiares paternos. O motivo de tudo isto tem uma história mais ou menos assim...

...Era uma vez.

...Um rapaz que tinha um sonho, um sonho de morar e trabalhar por um período na Europa.

Tudo começou quando há mais ou menos há doze anos tentei buscar minha cidadania italiana. Naquela época eu estava com trinta e um anos, um pouco esgotado do meu trabalho, querendo "voar" para outros lugares e com um passaporte europeu ficaria tudo muito mais fácil.

Meu bisavô paterno migrou para o Brasil em 1878 e um tio contou-me que ele trabalhou como motorneiro de bonde pela empresa Serviços de Traçcão, Luz, Força e Gaz de São Paulo, atualmente Eletropaulo. Fui na sede desta empresa e consegui sua ficha de funcionário, data de aposentaria, entre outras informações. Todas essas novidades transformaram minha vida, primeiramente por levantar esses dados familiares e depois porque estava dando o pontapé pela busca da minha cidadania.

Próximo passo visitei o Patronato Italiano localizado no edifício Itália. Lá peguei um manual com todas as instruções para a busca da cidadania italiana, onde o primeiro passo era conseguir todas as certidões de nascimento, casamento e óbitos dos meus ancestrais partindo do meu bisavô que imigrou do velho continente. Seguidamente seria necessário traduzir todos os documentos para o italiano e se porventura tivesse algum erro no sobrenome desta linha familiar, mandar fazer tais correções cartorárias, acho que através de um advogado, não me lembro ao certo. Fui observando que era o início de um longo caminho e com muitos gastos.

Em 1860, data de nascimento do bisnonno, as crianças eram registradas nas paróquias. De porte de alguns endereços das igrejas na província de Lucca – lugar que talvez seja de nascimento do meu bisavô - fornecidas pelo Patronado, enviei algumas cartas para tentar conseguir sua certidão de nascimento.  Muito rapidamente, tive retorno de dois párocos, mas infelizmente não recebi nenhuma boa notícia e tampouco o documento.  Naquela época estava meio "moda" buscar cidadanias estrangeiras e talvez com um acúmulo de correspondências as cartas demoravam para chegar do exterior. Não me restou ser paciente e ficar aguardando as outras respostas. 

 

Meu bisavô Luigi Bertolucci e família, mais ou menos 1905

Nesse ínterim fui organizando alguns documentos, ganhei um álbum de fotos que era de uma tia-avó contendo fotos dos meus tataravós, bisavós, tios-avôs, tios e primos. Resolvi também pesquisar nos arquivos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a igreja dos Mórmons, porque li naquele ano uma reportagem do Jornal da Tarde dizendo sobre os arquivos que eles mantém com documentos e certidões de todas as pessoas do mundo. Não conheço bem a filosofia da igreja, mas segundo informaram-me eles fazem isso porque acreditam que após a morte todos se encontrarão.

Todos os sábado eu ia à loja no bairro da Penha e ficava a tarde inteira tentando achar algumas referências importantes. Cheguei a conseguir xerox dos livros de registros de nascimento e casamento dos meus avós paternos, aproveitei para pesquisar também sobre meus avós maternos. Os próprios funcionários da Igreja já não nos esperançavam muito, dizendo que de cada dez pesquisadores, nove desistiam no meio do caminho.

Mantive também algumas correspondências com um primo do meu pai que tinha alguns documentos do meu bisavô, chegando a enviar-me a carteira de aposentadoria, mas é um documento que não vale como atestado da origem italiana. De uma tia recebi a certidão de casamento do meu avô onde observei que tinha um erro de grafia no sobrenome. Isso me desanimou e outras cartas que chegavam da Itália não vinham com boas notícias, ou seja, não tinham localizado nenhuma certidão de nascimento em nome de Luigi Bertolucci.

Encurtando um pouco a história, com todas as informações que fui colhendo através dos registros na igreja dos Mormóns, documentos, fotos, anotações de possíveis datas de chegada no Brasil, fui fazendo uma árvore genealógica chegando até tios e primos, parentes mais recentes. Acabaram também ocorrendo algumas mudanças em minha vida profissional que me estimularam a engavetar tal projeto da busca da cidadania

Por todos esses anos que se passaram, resolvi agora em 2005 resgatar tudo isto, não para ir atrás da cidadania, mas sim para contar um pouco do que meu tio/padrinho me relatou sobre fatores pitorescos de nossa família.

Como sempre gostei de memórias familiares, resolvi criar um blog onde contarei nossas histórias. Acredito que este pequeno projeto não deixa de ser um sonho, um outro, não um sonho como uma simples fantasia, uma ilusão ou uma quimera, mas um aspiração de deixar registrado um pouco da história da minha família para as futuras gerações. 

Para quem tiver curiosidade o endereço é:

http://familiabertolucci.blogspot.com/

Sites para pesquisar dados familiares

http://www.familysearch.org/

http://www.portalitalia.com.br/

http://www.museudapessoa.net

 



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 18:19
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Um pedaço do Japão dentro

da cidade de São Paulo

Domingo (20) estava em casa com um amigo e ficamos sem saber o que fazer para o almoço. Depois de muito pensar, olhamos pela janela a beleza daquele dia ensolarado, decidimos unir o útil ao agradável e passear no bairro da Liberdade e almoçar aquelas maravilhosas comidas orientais.

Claro, nem tudo são flores. Chegando no bairro a difícil tarefa de encontrar uma vaga para estacionar. Se quiser fugir dos guardadores de carro tem que procurar ruas um pouco mais distantes, ou nem tão pouco, uns quatro ou cinco quarteirões para deixar seu carro tranquilamente na sombra. As ruas muito próximas a Praça da Liberdade são as piores e dificilmente achará uma vaga. Eu por exemplo, deixei meu carro na Rua Pirapitingui. Caminhar faz bem à saúde.

O ponto de partida é a Praça da Liberdade, onde existe uma feirinha com várias barracas de comida orientais e brasileiras e ainda muitas de artesanatos. No entorno alguns hotéis, mercadinhos e lojas de souveniers, inclusive uma loja da rede americana MC Donald´s que traz em seu letreiro inscrições no idioma oriental.

Normalmente não faço a opção de comer nas barracas da feirinha, são muito concorridas e tumultuadas, sem contar que a espera para seu prato ficar pronto é grande. O horário de pico é a partir vai das 12h. até mais ou menos umas 15h (a feira funciona até 19h.), depois fica um pouco mais tranquilo. Entre o Largo da Pólvora e a Praça da Liberdade, na própria Av. Liberdade, existem alguns vendedores de comidas orientais que montam até pracinha de alimentação. Apesar do lugar não ser nenhum primor no quesito beleza, os preços são bem mais convidativos, um prato de yakishoba tamanho grande sai por volta de R$6,00. O refrigerante tem que comprar de um outro vendedor, pois ali todos tem que ganhar seu dinheirinho, digamos, a união dos trabalhadores da economia informal.

Depois do almoço farto vale a pena uma caminhada pelas ruas próximas. Na principal, a rua Galvão Bueno tem uma série de lojas com quinquilharias de todos os tipos. Você encontrará desde animais feitos com pedras semi preciosas adoradas pelos turistas estrangeiros até as últimas novidades em panelas e cafeteiras elétricas. Alguns supermercados e mercearias de pequeno e médio porte, vendem tudo que possa imaginar da culinária oriental. Mesmo que você não tenha intenção em comprar algo, vale a pena entrar somente para conhecer esses produtos Made in Japan.

Para as mulheres que curtem cuidar dos cabelos, corpo e pele a dica é visitar a loja de cosméticos Ikesaki. Lá, encontrarão desde um esmalte para unhas até produtos profissionais, como um bom secador de cabelos, cremes importados e tudo para montar um salão de beleza. Já perto da Rua São Joaquim, numa kombi/trailler encontrará sorvetes de massa a preços bem populares e de boa qualidade. Ainda em todo o trajeto poderá encontrar camelôs vendendo de tudo que é possível, desde bichinhos plásticos até programas piratas para computadores em japonês, chinês e outras línguas orientais.

O barato de visitar a Liberdade é o ar oriental que o bairro produz, dando a impressão que realmente estamos num outro país. Tudo faz parte deste clima, o conjunto de lojas típicas, os mercadinhos, os próprios moradores, os turistas, o jardim oriental , a decoração das ruas e as luminárias em forma de lanternas. Claro, o bairro está precisando de uma reforma, suas calçadas estão em péssimo estado de conservação, como as grades dos viadutos e os portais com suas pilastras vermelhas. Perto da rua São Joaquim existem toaletes públicos fechados há anos, na parte de cima da entrada vê-se uma placa enferrujada da administração do prefeito Reinaldo de Barros. Imaginem, ele foi prefeito no período de 1979-1982. Será que essa placa foi incorporada a parte histórica do bairro? Há anos existiu um projeto de ligar os viadutos Cidade de Osaka e Mie Ken (embaixo passa a ligação leste-oeste) formando uma praça, porém, o projeto nunca saiu do papel . Um fugida do burburinho turístico, andando pelas ruas dos Estudantes, Américo de Campos, da Glória, Barão de Iguape e São Joaquim você encontrará outros restaurantes, mercadinhos, cortiços, etc. compondo um ar de mistério. Diz uma lenda que na região moram pessoas pertencentes a yakuza , que é a máfia japonesa. Será?

O bairro que já foi da Forca, dos italianos e atualmente dos japoneses, dos chineses e coreanos é um dos mais querido de São Paulo e todo final de semana está repleto de pessoas se fartando de comidas orientais, outros buscando a brasilidade de um bom acarajé e na sua grande maioria voltam para suas casas com sacolas cheias de quinquilharias levando boas recordações de um final de semana com gosto de oriente.

Visitem também: Jardim Oriental na rua Galvão Bueno; Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa na rua São Joaquim, 381 ; Comunidade Budista Soto Zenshu na rua São Joaquim, 285

 

Aprenda a fazer tempura, empanado leve e saudável.

Traduza seu nome para o japonês:

Dicas turísticas:



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 16:14
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...

 

Quando o nosso blog foi criado no início do ano, ficamos com a incumbência de escolher um nome, que entre tantos, o escolhido foi o sugerido pela nossa colega de curso Viviane. A partir daquele momento nossa página ganhou o nome de EAT ART.

Porém, com a minha mania de fuçar coisas no Google observei que este nome, o mesmo que tem o nosso blog, é um movimento artístico também denominado Eat Art: A arte de comer, lamber ou devorar uma instalação. Pelo pouco que pude entender, pois a principal galeria de Eat Art fica na França e eu não entendo nada de francês, um trabalho não necessariamente precisa ser comestível, o artista também pode trabalhar com mesclas de objetos como: um limão ao lado de uma lâmpada, latas de comidas, cascas de laranjas empilhadas, etc. Mas existem os trabalhos tradicionais, aqueles trabalhados exclusivamente com alimentos, legumes, chocolates, etc.

O site do Museu de Arte da Universidade de Harvard, traz texto sobre o movimento Eat Art e sobre os trabalhos dos artistas Joseph Beuys (1921-1986), Dieter Roth (1930-1998) e Sonja Alhäuser (b. 1969).

A artista Sonja Alhäuser trabalhando Eat Art:

O site Pitoresco, que traz vários assuntos ligados às artes plásticas, é o único da língua portuguesa que trata do assunto:

O Eat Art surgiu nos anos 60 e tem hoje a capital francesa como um de seus principais veículos , a ponto de Paris lhe erigir um templo. A galeria Fraîch’Attitude, inaugurada há três anos, é a primeira na Europa a dedicar-se exclusivamente ao Eat Art.

A galeria encerrou em novembro de 2004 uma retrospectiva, com trabalhos — alguns, devidamente comidos

— de vários artistas, entre eles, o suíço Daniel Spoerri e a francesa Dorothée Selz. Spoerri não é um nome qualquer ,mas um dos fundadores do movimento artístico conhecido como Novo Realismo, ele é o inventor do Eat Art na década de 60 e tem obras em vários museus, como o Tate, de Londres. A francesa Dorothée Selz é outra veterana do movimento, foi ela quem criou um enorme afresco comestível que marcou a inauguração da Galerie du Jeu de Paume, em 1991.

— O primeiro a fazer entrar a comida nas Belas Artes foi Daniel Spoerri. Ele lançou esta idéia do Eat Art, utilizando a comida como um material de criação contemporânea para uma obra de arte — conta Cristophe Spotti, diretor da Fraîch’Attitude.
[...]

Leiam mais em:

Pitoresco.com.br

Mulheres na Eat Art

A AAWAA- Aliança das Mulheres Artistas Ásio-Americanas, com sede no bairro do Brooklin , na cidade de Nova York, já realizaram algumas exposições dentro do movimento e comentam que um trabalho "arte comestível" traz não só o alimento, mas o humor, o prazer visual, o divertimento, o comer, o gosto, a surpresa e a metáfora. A oitava mostra está programada para dezembro/2005.

Assim como nós, alunos de pós-graduação da Universidade Belas Artes de São Paulo digerimos Eat Art no quesito cultural, outras pessoas no mundo trabalham o conceito arte comestível, na essência da palavra, que pode ser comer tanto com a boca ou com os olhos.



Categoria: Artes e Arquitetura
Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 17:19
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A vida brasileira contada através de usos e costumes

Viver no século XXI sendo bombardeado vinte quatro horas por inúmeras publicidades nos leva a acreditar que a vida resume-se, entre outras coisas, comprar o último lançamento automobilístico, a calça jeans de grife, uma cozinha planejada de marca européia, perfumes franceses, sapatos italianos, ou ainda, viagens ao redor do mundo, um cruzeiro num belíssimo transatlântico, o telefone celular de terceira geração, palmtops, notebooks, comunicações via e-mail e internet. No entanto esquecemos que a vida brasileira já teve um cotidiano extremamente comum e pacato, longe de todos esses padrões tecnológicos, onde o homem saia para trabalhar e a mulher ficava em casa cuidando dos animais domésticos, da horta, do almoço, do jantar, das roupas e da educação dos filhos.

Como você se imaginaria vivendo há um século e meio atrás? Se nada lhe vem em mente, digamos que seu cotidiano fosse mais ou menos assim:

- os acessórios dos seus móveis: almofadas, travesseiros, mosquiteiros peças usuais e que podem ser encontradas com facilidade, diferente dos dosséis, sobrecéus, enxergões e baldaquinos, hoje em dia menos conhecidos. Podemos perceber a partir desses objetos, o luxo ou a pobreza nas casas brasileiras.

- alimentação: [...] nas casas senhoriais muitas vezes se jantava em torno de uma esteira no solo, no máximo coberta com uma toalha, e se comia com as mãos, convenientemente lavadas, antes e depois das refeições, por água em potes trazidos por escravos. Os horários das refeições eram outro, no século XIX ainda chamava-se de jantar a refeição entre o meio dia e uma da tarde. À noite, servia-se o chá. O mate, no sul, já era sorvido, há séculos, na cuia com a bomba. Uma descontração à mesa, especialmente com as mulheres afastadas, levava, para escândalo dos estrangeiros, à "suspiros de repleção que se sucedem de uma maneira sonora", conforme escrevia o viajante italiano Tollenare, em 1818.[...]

- higiene: [...] O banho, por exemplo, incluía precauções e economias hoje esquecidas. Assim, quando se tratava de recuperar a saúde de crianças e idosos enfermos, a imersão do corpo inteiro na água destinada ao banho despertava suspeitas. Desconfiava-se do risco de mudanças abruptas da temperatura corporal ou, quando a água era aquecida, do perigo de deixá-la infiltrar pelos poros, desequilibrando os humores. Nesses casos, o contato com a água devia passar por algumas regras, mantendo-se comedido: pouca água e imersão do corpo por um tempo rápido, evitando friagens, amolecimento e fraqueza. [...]

Se você achou tudo isso muito estranho mas ficou com muita vontade em se aprofundar nesta viagem, basta visitar o site do Museu da Casa Brasileira que apresenta em versão eletrônica e em CD-room o conteúdo do acervo "Equipamentos da Casa Brasileira. Uso e Costumes". Vinte e oito mil fichas foram digitalizadas no decorrer de oito anos, sob a liderança de Ernani Silva Bruno, advogado de formação, jornalista e historiador por atuação, intelectual inquieto e brilhante, que o museu teve como seu primeiro diretor, de 1970 a 1979. Funcionários e ex-funcionários também participaram em diferentes graus de dedicação.


O acervo está estruturado em 24 temas: abastecimento de água, acessórios de móveis, alimentação, anexos da casa, apetrechos de trabalho, armas, aspectos gerais da habitação, brinquedos, comércio, construção, materiais e técnicas, costumes domésticos, decoração, equipamentos de transporte, higiene, iluminação, indústria caseira, instrumentos de castigo, instrumentos musicais, móveis, objetos de uso caseiro, objetos de uso pessoal, rouparia, utensílios, vestes e jóias. Contém ainda informações de diferentes fontes, tais como cronistas e viajantes dos séculos XV ao XIX, ficcionistas do século XIX, além de inventários e testamentos de famílias, manuscritos do Arquivo do Estado de São Paulo e mais volumes dos Autos da Devassa da Inconfidência Mineira.

É um fantástico regresso ao passado, um túnel do tempo, que pode ser pesquisado por assunto, por palavra-chave e ainda montar sua própria pesquisa. Para completar toda essa viagem, através das obras de Gilberto Freyre, você poderá conhecer muitos detalhes de como as pessoas viviam naqueles períodos.

Vista sua calça de lila preto e brochada, com um fraque cor de rapé ou seu vestido de tarlatana com laivos escarlates e boa viagem!

Basta um clique no link abaixo:

Usos e Costumes - Arquivo Ernani Silva Bruno

Museu da Casa Brasileira – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – São Paulo – SP 



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 12:45
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EAT ART - Hélio está BUSY ART - Hélio, mas vou deixar algumas dicas de coisas bacanas para fazer neste final de semana

• SESI Vila Leopoldina convida para a peça de teatro Anna Weiss, direção do escocês Mike Cullen. De 20 de outrubro a 11 de dezembro de 2005. Recomendação 16 anos - Drama - 75 minutos. Entrada grátis. De quinta à sabado às 20 horas; domingo às 19 horas. No elenco Abrahão Farc, Denise Weinberg e Paula Lopez. Direção de Alexandre Tenório. O teatro fica na Rua Carlos Weber, 835 - Vila Leopoldina - SP - SP - Tel: 3832- 1066

• O Memorial da América Latina apresenta a exposição Homenagem a Niemeyer - Esboços do Memorial, na Galeria Marta Traba. A galeria fica Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664- Barra Funda - SP - SP. Tel: 3823-4604. Entrada franca de terça a domingo.

•A Associação Brasileira dos Artistas Plásticos de Colagem, Aliança Francesa de São Paulo, EBCT e Nakombi promovem a mostra de colagem Parapeitos - O Soutién na galeria da própria Alianca Francesa na Av. Santo Amaro, 3921 - SP - SP. Tel: 3017-5682

• No Centro Cultural Vergueiro - Eventos Gratuitos - Cinema

Cinema de quebrada no CCSP

até dia 19

O cinema sul-coreano em foco

de 1° a 6

Italianos clássicos

de 8 a 13

O Centro Cultural fica na Rua Vergueiro, 1000 -  Acesso pela estação do Metrô Vergueiro



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 15:28
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 A arte da paciência

Outro dia estava no computador elaborando alguns textos e ouvi a chamada para um programa na TV e um termo artístico por mim desconhecido. Não consegui assistir o programa, porém, este assunto ficou na minha mente. Fiz algumas pesquisas em livros, dicionários e na internet e acabei descobrindo um assunto interessante, um estilo de arte pouco divulgado por aqui. Gostaria de compartilhar com vocês!

Você já ouviu falar em Topiaria? Falar com certeza não, mas deve ter visto algum jardim com essas esculturas. Topiaria vem do latim topiarius e significa: arte de adornar os jardins dando a uma planta ou a grupos de plantas configurações diversas (Aur.)

Dizem que as primeiras topiarias foram criadas nos Jardins Suspensos da Babilônia, há cerca de 500 anos antes de Cristo. Na Roma antiga atribui seu descobrimento a Gnaius Mattius, um amigo do imperador Augustus. Durante o tempo medieval esta arte sobreviveu nos monastérios e grandes castelos. Com a expansão da civilização árabe, a técnica influenciou os jardins mouriscos e, mais tarde, brilhou nos jardins renascentistas da Itália, estendendo-se logo para a França, Inglaterra e Países Baixos.

Para alguns estudiosos, a topiária é característica dos jardins das casas de campo européias e está intimamente ligada ao formalismo do século XVII. A técnica de transformar plantas e dar-lhes um formato simétrico exige alguns cuidados como o uso adequado das tesouras e ter paciência, pois a planta demora cerca de dois anos para tomar a forma definida. As espécies apropriadas para topiaria necessitam de poda a cada três ou quatro meses, exceto os arbustos floríferos que devem ser podados de três meses após a época de floração e depois num intervalo de dois meses, para que não ocorra interferência em seu processo natural. Na hora da poda, a base deve ser mais larga que o topo para que a planta receba luz solar. Uso moderado de adubo: Evitar a topiaria nos períodos mais frio.

O Brasil talvez seja um país sem tradições na arte de jardins decorados, tampouco existem publicações especializadas, no muito, temos esculturas em formatos arredondados ou uma vegetação contornando canteiros, contudo, possuímos alguns raríssimos exemplares desses jardins como os do Parque da Independência, onde está o Museu do Ipiranga, inspirados no estilo francês do Palácio de Versalhes.

Duas localidades brasileiras fazem desta arte um chamariz turístico, a cidade paulista de Batatais e a mineira Monte Sião. Desde 1930 Batatais mantém belos jardins com esculturas em topiaria na praça onde está localizada sua igreja matriz com diversas figuras em formas de camelos, elefantes e girafas. Complementando esse belo jardim com sua arquitetura, a igreja matriz ainda possui o maior acervo sacro do renomado pintor Cândido Portinari. Monte Sião, considerada a capital nacional do tricô, também mantém belos jardins atraindo turistas para suas lojas de porcelanas e malhas.

Batatais

Monte Sião

Vocês com certeza devem lembrar de um grande topiário de nome Edward Mãos de Tesoura, um clássico do cinema dirigido por Tim Burt. Edward impossibilitado em ter uma vida normal, é ajudado por uma vendedora da Avon que acidentalmente descobre suas habilidades, dentre elas a arte de topiaria.

Se você se interessou por esse assunto é só escolher as ferramentas e as espécies de plantas certas, que suportem podas constantes, tenham formato compacto e apresentem bom nível de brotação. Bons exemplos são o cipreste (Cupressus coccinea), o buxinho (Buxus sempervirens), o teixo (Taxus baccata), o ligustro (Liguistrum vulgare) entre outras.

Para tempos tão estressantes, nada como se dedicar a arte da paciência e ainda possuir lindas esculturas no seu jardim.

Sites visitados

Jardim de Flores

EPM - Jardinagem

All Garden - Chile

 

 



Categoria: Artes e Arquitetura
Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 15:58
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AS OBRAS DE ARTE EM LOGRADOUROS PÚBLICOS

PEDEM SOCORRO!!!

Sempre dirijo atento neste trânsito louco de São Paulo, mas observo as transformações da cidade, uma nova moradia debaixo de um viaduto, o mato que cresce nas calçadas, bueiros entupidos, um novo prédio e uma obra de arte abandonada, como a que têm perto de casa de nome "Ubirajara", de autoria de Francisco Leopoldo Silva. O coitado do índio está com uma corrente amarrada no pescoço, sua flecha nem existe mais, substituíram por um vara de madeira e sua base toda de mármore preto está há anos pichada. Alguns moradores de rua estão sempre nesta praça, fazendo da base da obra sua arquibancada, sua casa, seu ponto de encontro, ou sabe-se lá o quê eles fazem durante o dia. 

Largo Ubirajara - Belenzinho - Foto: Hélio Bertolucci Júnior

O mesmo azar não tem as obras mais famosas da cidade como o "Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932" e o "Monumento às Bandeiras", localizados no Parque do Ibirapuera. O primeiro é uma obra de autoria de Galileo Emendábili, inaugurado em 1970 e o segundo de Victor Brecheret, inaugurado em comemoração ao quarto centenário da cidade, em 1954. A obra apelidada de "deixa que eu empurro", um marco da cidade de São Paulo, as vezes sofre quando acontece algum grande protesto no Parque do Ibirapuera, onde as pessoas aproveitam para uma escalada na obra monumental de mais dez metros de altura.

Outras obras de Brecheret estão bem conservadas como as "Graças" de 1940 e "Moisés", sem data, mas uma cópia do original de Michelangelo, localizadas na Galeria Prestes Maia. Já o monumento "Obelisco da Memória", na Rua Xavier de Toledo - ao lado da Estação Anhangabaú do Metrô -, de autoria de Vicente Gomes Pereira e Daniel Pedro Müller, com data de implantação de 1814, está sempre com muitas pichações. Segundo o Departamento de Patrimônio Histórico a obra acaba de ser apadrinhada pela CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, empresa do Grupo Votorantim.

Outras obras pedem socorro como: Camões, executada pela Fundição A. Ripamonti (1942) e Cervantes, executada pela Fundição Mattello Benedetti (1947) localizadas na Praça Dom José Gaspar; Índio Caçador, executado pela Fundição J. Rebelleto (1939) na Praça Oswaldo Cruz; Depois do Banho, de Victor Brecheret (1932), no Largo do Arouche; etc.

São Paulo é uma cidade riquíssima em arte pública, porém muito pouco apreciada pela população e principalmente entregues ao abandono das administrações públicas, ao vandalismo e aos moradores de rua, que as tomam até como seus banheiros públicos. Diferente de outros países, principalmente cidades européias, que valorizam todos os seus patrimônios públicos.

O teor deste texto não é listar as grandes obras e seus ilustres autores, mas um chamado de alerta para que cerca de 400 monumentos artísticos sejam cuidados. Se essas obras são barbaramente danificadas ficando em vias públicas, talvez deveriam ser retiradas e entregues à outra sorte. O que não se pode aceitar é que de tempo em tempos sejam feitas restaurações e depois largarem as intempéries, como a obra "Anhanguera" em frente ao Parque Trianon, restaurada pela Rádio Bandeirantes, já apresentando algumas danificações.

No site Departamento do Patrimônio Histórico, chama-se a atenção para cerca de 64 obras na cidade a serem adotadas, pelo programa "Adote uma Obra Artística". Vigorando desde oito de setembro de 1994, sob o Decreto n.º 34.511, o Programa só se efetivou em 2000, quando o primeiro Termo de Cooperação foi assinado. Pelas regras do Programa, as empresas que financiam o restauro ganham em troca espaço publicitário no local de exposição da obra. Segundo o DPH o patrocinador pode optar por leis de incentivo como a Lei Mendonça (municipal) ou Lei Rouanet (federal). As obras podem ser adotadas por empresas, associações (ongs, ocips, etc.) e por pessoas físicas. Pesquisei junto ao Departamento de Patrimônio Histórico, se a Prefeitura de São Paulo poderia beneficiar esses patrocinadores com isenções de tributos municipais. Segundo informou a chefe de seção de restauro, Rafaela Calil Bernardes, não existe nenhum estudo de outros tipos de renúncia fiscal.

Algumas empresas já estão empenhadas nesta cooperação como a Klabin que é a responsável pelo "Monumento a Carlos Gomes", um dos principais da cidade, localizado ao lado do Theatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo. Outras obras já foram beneficiadas, dentre elas, o "Monumento às Bandeiras", de autoria de Victor Brecheret (Unilever) e as esculturas "14 Bis" (Varig), "80 Anos de Imigração Japonesa", de Tomie Othake (Campanha de Restauro) e "O Semeador", de Caetano Fracarolli (Associação Nova Leopoldina).

A Folha de S. Paulo, em sua edição de 09 de outubro, fez um alerta para duas obras de Bruno Giorgi que agonizam na Praça Dom José Gaspar.  São elas: Dante Aleghieri feita de pedra que está pichada e o busto de Mário de Andrade que apareceu com a boca pintada com batom vermelho. Bruno Giorgi foi um dos mais importantes escultores brasileiros, falecido em 1993. É de sua autoria a obra "Candangos", da praça dos Três Poderes, em Brasília. Mesmo com toda a força da mídia, a matéria não teve repercussão e não apareceu nenhum padrinho, segundo informou o DPH.

A administração municipal, mesmo não tendo patrocínios, às vezes faz algo por algumas delas, como foi feito há tempos com a obra "Índio Pescador" na Praça Oswaldo Cruz, região da Av. Paulista. A obra foi lavada, tiraram as grades que a protegia – que de certa forma era uma coisa de mau gosto –, trocaram toda a iluminação da fonte e passados quinze dias as luminárias já estavam todas destruídas por moradores de rua que utilizam a praça para dormir. Não se pode cair na ingenuidade que dure por muito tempo essas manutenções.

Todos os envolvidos nestes trabalhos, tanto por parte do governo municipal, quanto os padrinhos, precisam ter consciência e realizar não só as devidas restaurações, mas pensar em projetos contra o vandalismo. Muitos detalhes destas obras já foram estragados, suas placas de identificação retiradas, cabeças decepadas, dedos quebrados, pedestais pichados, apedrejados, etc.

Já diz o ditado de que brasileiro não tem memória e pelo que observo as poucas que restam estão sendo destruídas. Não é justo deixar ao abandono nossos personagens célebres, assim como homenageados internacionais, como se fossem montes de pedras e sucatas. 

Para maiores informações sobre todas as obras que aguardam padrinhos, vistem o site do DPH.

Bibliografia: Obras de Arte em Logradouros Públicos de São Paulo – Regional de Vila Mariana e Sé – Registros 16 e 11 de 1993 e 1987. As fotos p&b foram reproduzidas deste livro.



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 12:06
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OS OBLONGS

 Família "Os Oblongs"  

Se você imagina que desenhos animados estranhos são: "Os Simpsons", "South Park", "Rugrats" ou Beavis and Butt-Head, você não viu nada!!!

"Os Oblongs" uma criação de Jace Richdale (Os Simpsons) baseada na obra do cartunista Angus Oblongs, estreou no SBT no dia cinco de agosto e conta à história de uma família que mora em Hill Valley. A cidade produtora de remédios, cuja água é completamente tóxica e o ar muito poluído são dividida em duas partes: as colinas, em que vivem os ricos e poderosos da cidade, com seus privilégios; e o vale, em que vivem os pobres e a classe média, que são os que sofrem diretamente com a contaminação e a radiação, por isso são todos fisicamente deformados.

O personagem principal é Milo um menino de oito anos que sofre com distúrbios traumáticos de infância, tem um constante tique nervoso no olho direito e vive se envolvendo em diversas confusões ao lado de sua estranha e rejeitada turma. Eles são: Peggy, Mikey, a gótica mórbida Creppy Susie e a gorducha feiosa Helga, que é motivo de piadas pelas irmãs ricas "Debbies", meninas idiotas e populares, que só pensam em fama e moda.

O pai da família (Bob) não tem braços nem pernas, a mãe (Pickles) é careca, usa peruca, alcoólatra e muito apaixonada pelo marido. Milo ainda tem os irmãos Biff e Chip de 17 anos que tem duas cabeças e três pernas e Beth a caçula de 4 anos que parece uma Hello Kitty e tem um grotesco "galo" na cabeça.

Turma rejeitada de Milo - Foto divulgação do SBT

A série com treze capítulos foi produzida pela Warner Bros. e no exterior é transmitida pelo canal Télétoon do Canadá e pelo bloco Adult Swin, seção de desenhos para adultos, do Cartoon Network. Visitando os sites destas emissoras o desenho não consta da grade de programações.

Irmãs ricas "Debbies" - Foto divulgação do SBT

Para os notívagos de plantão é uma ótima dica, principalmente por ser exibido em canal aberto. Exibido pelo SBT-Sistema Brasileiro de Televisão, às sextas, logo após a última edição de seu telejornal – por volta da 01h00 – "Os Oblongs" é um desenho animado bastante esquisito, mas muito divertido. Na página do SBT contém galerias de fotos e as sinopses de todos episódios.

A série completa é comercializada no formato DVD somente para o exterior por US $ 19,99 no site Ebay (www.ebay.com)

Agora você tem motivo para dormir mais tarde!

Sites visitados:

Angus Oblong

SBT/Série:Os Oblongs

 



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 16:51
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VILA ITORORÓ

Depois de um final de semana chuvoso, programei esta última segunda-feira (03) para investigar que fim levou um lugar muito interessante existente aqui em São Paulo, a Vila Itororó. Se você está relacionando esta Vila com algo da canção popular - "Eu fui ao Itororó beber água e não achei, só achei linda morena que no Itororó deixei ..." -, nada a ver. Esta Itororó tem outra história.

Parti do meu trabalho situado na Av. Paulista, caminhei um trecho da Rua Treze de Maio, passei pela Praça Amadeu Amaral e desci a Rua Martiniano de Carvalho, sentido ao Centro. Em minha memória confusa devido à desenfreada especulação imobiliária, esta Vila ficava em outro endereço, na Rua Maestro Cardim, mas depois de algumas pesquisas descobri o endereço certo.  

Fui descendo tal rua, caminhando pelo lado ímpar da calçada e vendo até outras raridades arquitetônicas. Uma casa de aspectos ecléticos, com tendência para o estilo normando com um bonito vitral na varanda de arcos e colunas dóricas1. Mais adiante outros sobradinhos de tijolos aparentes em estilo "vila operária" compondo outro estilo de paisagem. De repente um belíssimo edifício iluminado de propriedade da empresa espanhola Telefônica, mais adiante o Hospital Alvorada e outros muitos edifícios residenciais. Do lado esquerdo observei algumas casas com placas de "vende-se", descaracterizadas por reformas, transformadas em cortiços e entregues ao deus-dará. Quanto mais seguia em direção ao Centro, mais a paisagem ia se deteriorando.

Atravessando a Rua Pedroso um dos últimos quarteirões, quase chegado ao meu destino, avistei ao longe a torre de uma igreja por mim também desconhecida (comentarei em outro texto sobre esta igreja). Mais alguns passos e eis que encontro a Vila Itororó, chamada de "Casa Surrealista". Bem ao lado, presenciei um par de casas anos 10 ou 20 também deterioradas e entregues à sorte. Debrucei sobre o muro e apesar de já ser noite, quase 19h15, presenciei sua beleza arquitetônica, uma mistura de estilos e restos de construções. Na parte frontal, um vitral redondo pintado com a bandeira brasileira, passarelas, colunas, grades e dois leões colocados à entrada da casa com intenção de proteger a Vila. Pelo pouco que pude observar, apesar da construção ser tombada pelo conselho municipal de patrimônio histórico, não está mais deteriorada de quando saia nos noticiários em tempos passados. Claro, não dá para avaliar até quando isso tudo ficará de pé.

Comentando um pouco sobre sua história, a Vila foi construída pelo tecelão português Francisco de Castro em 1922 que além de trabalhar com tecidos, tinha conhecimentos nas áreas de engenharia e arquitetura, e utilizou-os de forma inédita na construção do exótico casarão de quatro andares e trinta e sete casas ao redor, ocupando área de 4,5 mil metros quadrados, que constituíram a primeira vila de São Paulo. Alguns de seus ornamentos construtivos - colunas, capitéis, mascarões e cariátides2 vieram do teatro São José (foto abaixo - prédio à direita em 1918), demolido naquela época.

Foi a primeira residência da cidade a ter uma piscina particular, aproveitando a nascente do riacho do Vale do Itororó (atual Avenida 23 de Maio), que dá nome ao local. Mais tarde, a Vila Itororó foi leiloada para cobrir dívidas do tecelão, sendo arrematada pela Santa Casa de Indaiatuba, que a alugou durante muitos anos para outras pessoas, gerando os recursos disponíveis para a manutenção e folha de pagamento do HAOC – Hospital Augusto de Oliveira Camargo. A Vila é hoje mais uma das construções deterioradas do Bexiga, porém é considerado um dos cortiços da cidade que guardam verdadeiros tesouros históricos.

Fico imaginando este local restaurado e transformado num mini shopping misturando lojas, livrarias, ateliês, bistrôs, cafeterias e comedorias, tornando-o um lugar ímpar de turismo, lazer e cultura. Contudo, fala-se tanto em preservação e revitalização do centro da cidade e encontramos a Vila Itororó entregue ao descaso. Só nos resta esperar a boa vontade do poder público ou da iniciativa privada.

Visitem a Vila Itororó na Rua Martiniano de Carvalho, s/n° - altura do n° 290  (calçada ímpar), antes que ela faça parte somente dos álbuns de fotografias.


Sites visitados:

Site sobre o bairro do Bixiga

Santa Casa de Indaiatuba

Fundação Mário Covas

As fotos utilizadas neste texto são de Joyce Paula

(1)Coluna dórica: Pilar cilíndrico que sustenta abóbadas, entablamentos, etc., que serve de ornato em edifícios, e consta de três partes: base ou pedestal, fuste, capitel.

(2) Capitéis: Arremate superior, em geral esculturado, de pilastra, balaústre, etc.; Mascarões: Ornato de pedra, cimento ou gesso, em forma de cara ou de máscara, us. em cimalhas, chafarizes, etc.; Cariátides: Figura humana, geralmente feminina, esculpida em fachadas de edifícios da Grécia antiga com a função de suporte de cornija ou arquitrave. Fonte – Dicionário Aurélio

Foto do Teatro São José – prédio à direita em 1918, reprodução do livro: Histórias e Tradições da Cidade de São Paulo de Ernani Silva Bruno, volume três, 3ª edição, 1954.



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 12:04
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Rita Lee está de volta ao canal GNT

 

 

Estreou no último domingo (25) o programa "Madame Lee", apresentado pela cantora e compositora Rita Lee e seu marido Roberto de Carvalho. A primeira temporada vai contar com 13 programas de uma hora de duração cada.

Funcionando como um consultório, Rita será uma espécie de analista e terá convidados especiais que abordarão temas como amor, ansiedade, amizade, inveja, entre outros. O programa de estréia teve a participação da atriz Fernanda Torres e trataram do tema "ansiedade". Roberto, por sua vez, aproveitou seus conhecimentos de astrologia e outras ciências para apimentar a conversa.

Com toda sua irreverência, Rita fez boas piadas, principalmente por Fernanda ser uma praticante de ioga e ela se sentir toda endurecida. Fernanda explicou e mostrou muitos movimentos iogues, fez uma "fé" na Mega Sena, cantou com Rita e Roberto a música "Ovelha Negra" e ainda fez comentários de que está entrando para a idade da loba, indício de que começou a observar melhor os jovens sarados que freqüentam as praias cariocas.

Os próximos participantes serão:

02 de outubro: Marília Gabriela
09 de outubro: Tom Zé e Baby
16 de outubro: Suzana Vieira
23 de outubro: Costanza Pascolato e Gloria Kalil
30 de outubro: Marisa Orth e Falcão

No mesmo canal, Rita Lee participou da primeira formação do programa "Saia Justa", ancorado pela jornalista Mônica Valdvogel, que contou ainda com as participações da atriz Marisa Orth e da escritora Fernanda Young. Em 2004 Rita despediu-se do programa. Depois de um período recebendo convidados especiais a cada programa, a cantora Marina Lima somou-se ao grupo.

Com outras passagens pela televisão, Rita estreou em 1991 na MTV seu programa "TVLEEZÃO" - de autoria de Antonio Bivar - uma salada misturando textos e entrevistas onde compunha vários personagens diferentes, de doméstica a malandro que toca samba na caixa de fósforos, tendo um bar como cenário. No site pessoal da cantora existe um vídeo piloto deste programa (www.ritalee.com.br/estudio/clips/tvleezao1.wmv).

Também participou de duas telenovelas da Rede Globo, "Top Model" (1989) como a mística Bellatrix e "Vamp" (1991), como a vilã Laila.

"Madame Lee" vai ao ar todos os domingos, às 21h, no GNT, canal 41 - Net e Sky

Saiba mais sobre Rita Lee nos seguintes sites:

Site - Rita Lee

Globo.com/Dirce

Jornal "O Estado de São Paulo" - Divirta-se

GNT - Blogger

GNT - Programas



Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 16:44
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Aderência

Quem circula pelas movimentadas calçadas da Avenida Paulista sempre depara-se com singularidades, como as modernas vacas coloridas da "Cow Parade" , os tapumes de um empreendimento imobiliário, um novo buraco, uma barraquinha de camelô, etc. Pode-se também topar com uma bela exposição como a apresentada pela Galeria SESC Avenida Paulista, finalizada no dia vinte e três de setembro.

A intrigante exposição "Aderência", dentro da "Mostra SESC de Artes Mediterrâneo", apresentou trabalhos bastante coloridos desenvolvidos com vinil adesivo, material explorado pela publicidade e ligado com a cultura urbana. O pressuposto da exposição foi a colaboração entre os artistas que se juntaram em duplas ou grupos para desenvolver seus trabalhos. Aderir, para eles, quer dizer uma ligação, um estreitamento de relações que visa antes de tudo a troca de diálogo.

Biombo de proteção; Este lugar pode ser aquele; Sentinela; Vestido; Cachoeira; Campo de Batalha; Flux et Reflux; Caixa de Narciso e Contaminação Dot Plot foram os temas apresentados pelos dezessete artistas que vão desde intervenções gráficas, tramas de imagens, biombo feito de pára-brisas, vídeos, projeções, etc. Como parte de interação, temos a obra "Contaminação Dot Plot" em que os visitantes fazem sua participação sobrepondo adesivos na parede.

Valeu a assistir o vídeo que exibiu a performance de abertura da exposição, onde uma atriz no papel de "Meretriz Pimaco", apareceu vestida somente com a parte debaixo do biquíni e em seu corpo inúmeros adesivos colados, parecidos com os pregados em "orelhões". Menção aos serviços prestados por "meninas de vida fácil".

Apesar da Galeria SESC Avenida Paulista possuir dois pés direitos, um muito baixo e outro muito alto, os artistas conseguiram explorar o local e produzir um ambiente moderno, colorido, divertido e de interação.

Para melhor localizar as obras os visitantes recorreram ao folder fornecido gratuitamente pelo SESC, onde um mapa divulgou a localização exata de cada trabalho.

Interessante também foi o livro assinado pelos visitantes com desenhos, críticas e elogios aos artistas.

A Galeria SESC está localizada na Av. Paulista, 119 – Térreo. De Segunda à Sexta - horário das 10h às 19h. Entrada gratuita.

Artistas: Camila Sposati, Denis Rodrigues, Raquel Gaberlotti, Rochelle Costi, Érika Verzutti, Fábia Bercsek, Fábio Gurjão, Rick Castro, Eduardo Vendrame, Laerte Ramos, Nina Moraes, Xu, Hudinilson Jr., André Lenz, Giancarlo Lorenci , Tânia Jungblut e Mônica Schoenacker.

Performance: Denis Rodriguez, Hostilzinho-Chico Rocha, DJ Mok, Edu Gomes, Mário Ramiro  Zé Otávio e Xu.

Site visitado:

Portal SESC-SP



Categoria: Teatro
Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 14:59
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Turismetrô

 

 

Há mais ou menos 20 anos, existia turismo inteligente na cidade de São Paulo. Eram os circuitos culturais da parceria do Metrô com a extinta CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos).

Existiam vários roteiros, que nos guiavam através de lugares no centro e de alguns bairros mais distantes. Alguns nem necessitavam dos meios de transportes, pois caminhando chegava-se a locais como a Catedral da Sé, o Pateo do Colégio, o Mosteiro de São Bento, o Viaduto do Chá, o Teatro Municipal, o Largo São Francisco e o Palácio da Justiça. Em outros, locomovia-se por meio de Metrô e de linhas de ônibus destinadas exclusivamente a esses circuitos. No Metrô, embarcava-se nos primeiros vagões, onde havia um funcionário designado para acompanhar os grupos de turistas.

Cheguei a fazer alguns desses roteiros. O do centro da cidade era o mais concorrido e numa dessas raríssimas oportunidades visitei o Palácio da Justiça localizado na antiga Praça Clóvis – hoje incorporada à Praça da Sé –, onde monitores mostravam detalhes não só da bela arquitetura, mas também de salas de audiências e a famosa sala das becas.

Outro roteiro bastante interessante, que se encerrava com a visita à Casa do Sertanista, era o do Palácio dos Bandeirantes. Funcionários do próprio Palácio guiavam-nos por alas que iam desde a Sala dos Despachos até o Salão Barroco e a Galeria dos Governadores. Das 1.680 obras de artes algumas se destacaram como a de Almeida Jr. e Pedro Américo. Outro lugar visitado foi a interessantíssima sala denominada "Sala dos Pratos", no qual encontravam-se coleções de pratos dos séculos 19 e 20 que haviam pertencido às famílias tradicionais.

No governo Montoro, valorizou-se muito esse tipo de turismo urbano, criando-se inclusive, através da Secretaria de Esportes e Turismo, um curso para guias. Foi em meados de 1985 e cheguei a fazer um desses cursos, porém, ao seu término, houve uma polêmica sobre a sua validade, pois a carga horária era inferior à exigida pela Embratur.

Segundo matéria do jornal "Diário de São Paulo", em sua edição de seis de agosto de 2005, há negociações entre a São Paulo Turismo, a SPTrans e o Metrô para reacender o turismo no centro e em outros pontos da cidade. Outra idéia é a instalação de duas linhas de trólebus, para que cada uma fizesse um circuito turístico pela região central, semelhante aos roteiros turísticos feitos por ônibus nas principais capitais do mundo.

Torço para que esta bela iniciativa vingue, não somente para ser desfrutada pelos turistas, mas por todos os moradores da nossa cidade, e que estes conheçam um pouco da história desta cidade, que continua sendo a locomotiva do Brasil.

* Após finalizar meu texto, recebi por e-mail resposta do Departamento de Marketing e Comunicação do Metrô de São Paulo fornecendo as imagens aqui postadas. Fiquei surpreso com tal resposta, pois pouco se preserva sobre as memórias paulistanas e o Metrô-SP se preocupou em guardar esse tipo de material, podendo abrilhantar minha pesquisa.

Roteiros do Turismetrô:

 

 

Site visitado:

Jornal "Diário de São Paulo"

 

Agradecimentos ao Departamento de Marketing e Comunicação - Metrô de São Paulo
Rua Augusta, 1626 - 14° andar - CEP 01304-902
Tel.: 011 3371-7014
aclauri@metrosp.com.br



Categoria: Teatro
Escrito por Hélio Bertolucci Júnior às 12:35
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